{"id":6216,"date":"2021-12-15T16:58:12","date_gmt":"2021-12-15T15:58:12","guid":{"rendered":"https:\/\/chartreux.org\/moines\/?page_id=6216"},"modified":"2021-12-15T19:01:57","modified_gmt":"2021-12-15T18:01:57","slug":"livro-5","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/chartreux.org\/moines\/pt\/estatutos-pt\/livro-5\/","title":{"rendered":"Livro 5"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Livro 5<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"c36\">Cap\u00edtulo 36<\/h3>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>Ritos da vida cartusiana<a href=\"\/moines\/pt\/estatutos-pt\/livro-4#c35\">\u00ab<\/a><a href=\"#c38\">\u00bb<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O que ingressa na fam\u00edlia cartusiana, depois de uma primeira prova\u00e7\u00e3o \u00e9 recebido como novi\u00e7o: pondo suas m\u00e3os entre as do Prior expressa sua sujei\u00e7\u00e3o e \u00e9 s\u00f3cio \u00e0 Ordem; se o conduz por todos \u00e0 cela ou, se \u00e9 um novi\u00e7o irm\u00e3o, \u00e0 igreja, para dar-lhe a entender que sua vida est\u00e1 principalmente consagrada \u00e0 ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Profiss\u00e3o, e tamb\u00e9m a sua maneira a Doa\u00e7\u00e3o, consumam-se ao pronunciar a f\u00f3rmula de Profiss\u00e3o ou Doa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que \u00e9 um compromisso pessoal e livre. Antes de emitir os primeiros votos, ao que vai professar se lhe veste a cogula pr\u00f3pria dos professos, pela que se significa a convers\u00e3o de costumes e a consagra\u00e7\u00e3o a Deus; antes do ato irrevog\u00e1vel da Profiss\u00e3o solene, pede com particular interesse a ajuda da ora\u00e7\u00e3o a seus irm\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Recep\u00e7\u00e3o de um novi\u00e7o do claustro<\/h4>\n\n\n\n<p>O postulante, ao fim de seu prova\u00e7\u00e3o, \u00e9 apresentado num determinado dia \u00e0 Comunidade. Adiante desta, se lhe pergunta antes de mais nada se professou em algum Instituto religioso, se est\u00e1 livre do v\u00ednculo matrimonial, se padece alguma doen\u00e7a incur\u00e1vel, se pode ser promovido \u00e0s sagradas Ordens, se carece de d\u00edvidas; advertindo-se que se ocultasse algo a respeito do que se lhe pergunta, poder\u00e1 ser expulsado ainda depois da Profiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro dia, reunidos todos no Cap\u00edtulo, o postulante pede miseric\u00f3rdia prostrada. Depois, a uma indica\u00e7\u00e3o do Prior, levanta-se e diz:&nbsp;<em>Suplico por amor de Deus ser admitido \u00e0 prova\u00e7\u00e3o em h\u00e1bito monacal, como o mais humilde servidor de todos se a ti, Padre, e \u00e0 Comunidade vos parecer bem<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o o Prior lhe exp\u00f5e o g\u00eanero de vida que deseja abra\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a tudo isso respondesse que, confiando unicamente na miseric\u00f3rdia de Deus e nas ora\u00e7\u00f5es de seus irm\u00e3os, tudo cumprir\u00e1 com a ajuda da clem\u00eancia divina, o Prior adverte-o que antes da Profiss\u00e3o poder\u00e1 ir-se livremente, e que n\u00f3s tamb\u00e9m o poderemos despedir com toda liberdade se, considerando o caso ante Deus, n\u00e3o nos parecesse id\u00f4neo para nossa vida. Se o postulante d\u00e1 sua conformidade, ajoelha-se aos p\u00e9s do Prior, juntas suas m\u00e3os entre as do Prior, e este, em nome de Deus e da Ordem, no seu pr\u00f3prio e no de seus irm\u00e3os, associa-o \u00e0 Ordem. A seguir, o novi\u00e7o recebe o \u00f3sculo de paz, primeiro do Prior, e depois, de todos os demais.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo dia, se \u00e9 poss\u00edvel, ao novi\u00e7o, vestido em privado, se o conduz \u00e0 igreja, e, prostrado, ora na arquibancada do presbit\u00e9rio. O Prior, revestido de cogula eclesi\u00e1stica e estola branca, coloca-se na \u00faltima cadeira do coro direito. Os monges, de joelhos, coro contra coro, cantam o vers\u00edculo&nbsp;<em>Veni, Sancte Spiritus<\/em>. Uma vez findo, inclinados todos sobre as miseric\u00f3rdias, o Prior diz um vers\u00edculo e adiciona uma ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, o novi\u00e7o \u00e9 conduzido por todos \u00e0 cela, talheres, cantando os salmos 83 (<em>\u00a1Que desej\u00e1veis&#8230;<\/em>), 131 (<em>Senhor, tem-lhe em conta&#8230;<\/em>) e 50 (<em>Miseric\u00f3rdia&#8230;<\/em>). Se bastam um ou dois, n\u00e3o se dizem mais. Vai primeiro o Prior, segue o novi\u00e7o, depois o Procurador ou outro levando a \u00e1gua bendita e, finalmente, a Comunidade por ordem de antig\u00fcidade. Ao chegar o Prior \u00e0 porta da cela, asperge ao novi\u00e7o e \u00e0 cela mesma, dizendo:&nbsp;<em>Paz a esta casa<\/em>, e, tomando ao novi\u00e7o pela m\u00e3o, f\u00e1-lo entrar ao orat\u00f3rio, onde este ora ajoelhado. Terminado o salmo ou os salmos pela Comunidade seguem as preces indicadas no Ritual.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez conclu\u00eddas as preces, o Prior imp\u00f5e ao novi\u00e7o a obriga\u00e7\u00e3o de guardar a cela e todas as demais observ\u00e2ncias e exerc\u00edcios pr\u00f3prios de nossa Ordem, a fim de que em solid\u00e3o e sil\u00eancio, e em ass\u00eddua ora\u00e7\u00e3o e generosa penit\u00eancia, consagre-se a s\u00f3 Deus. E o encomenda ao Maestro de novi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Recep\u00e7\u00e3o de um novi\u00e7o irm\u00e3o<\/h4>\n\n\n\n<p>O postulante, ao final de seu prova\u00e7\u00e3o, \u00e9 apresentado num determinado dia \u00e0 Comunidade. Antes de mais nada se lhe pergunta adiante dela se professou em algum Instituto religioso, se est\u00e1 livre do v\u00ednculo matrimonial, sem padece alguma doen\u00e7a incur\u00e1vel, se carece de d\u00edvidas; advertindo-se que se ocultasse algo a respeito do que se lhe pergunta, poder\u00e1 ser expulsado ainda depois da Profiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O dia da recep\u00e7\u00e3o o postulante, prostrado no Cap\u00edtulo adiante de toda a Comunidade, pede miseric\u00f3rdia. A uma indica\u00e7\u00e3o do Prior, revestido de cogula eclesi\u00e1stica e estola branca, levanta-se e suplica por amor de Deus ser admitido \u00e0 prova\u00e7\u00e3o em h\u00e1bito monacal como o mais humilde servidor de todos. O Prior, pronunciada uma exorta\u00e7\u00e3o, adverte-lhe que durante o noviciado poder\u00e1 ir-se livremente, e que tamb\u00e9m n\u00f3s o poderemos despedir se, considerado o caso ante Deus, n\u00e3o nos parecesse id\u00f4neo para nossa vida. O postulante, depois de dar seu consentimento, ajoelhando-se aos p\u00e9s do Prior, junta as m\u00e3os entre as m\u00e3os do Prior; este, em nome de Deus e da Ordem, no seu pr\u00f3prio e no de seus irm\u00e3os, associa-o \u00e0 Ordem. Ent\u00e3o se lhe veste a cogula de novi\u00e7o e a capa, e \u00e9 recebido com o \u00f3sculo de paz, primeiro pelo Prior e a seguir por todos os demais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ato seguido, o novi\u00e7o \u00e9 conduzido do Cap\u00edtulo \u00e0 igreja, cantando a Comunidade o salmo 83 (<em>\u00a1Que desej\u00e1veis&#8230;<\/em>). Vai diante o Prior, segue o novi\u00e7o, depois os padres e irm\u00e3os, por ordem de antig\u00fcidade. Ao chegar o Prior \u00e0 igreja, tomada ao novi\u00e7o da m\u00e3o e o leva \u00e0s arquibancadas do presbit\u00e9rio, onde se prostra em ora\u00e7\u00e3o. Entre tanto, a Comunidade, de joelhos, canta o verso&nbsp;<em>Veni, Sancte Spiritus<\/em>. Depois, o Prior, inclinado sobre as miseric\u00f3rdias ao mesmo tempo em que a Comunidade, diz o vers\u00edculo e adiciona uma ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Acabado tudo, o novi\u00e7o se levanta, faz inclina\u00e7\u00e3o profunda, e vai a sua cadeira do coro.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Profiss\u00e3o de votos simples<\/h4>\n\n\n\n<p>O dia antes da Profiss\u00e3o, seja simples ou solene, o novi\u00e7o, antes de V\u00e9speras, ou tamb\u00e9m o mesmo dia da Profiss\u00e3o pela manh\u00e3 no Cap\u00edtulo, prostrado adiante da Comunidade, pede miseric\u00f3rdia; ao dizer-lhe o Prior&nbsp;<em>Levanta-te<\/em>, levanta-se e suplica ser admitido \u00e0 Profiss\u00e3o como o mais humilde servidor de todos ; e escuta de p\u00e9 o serm\u00e3o do Prior.<\/p>\n\n\n\n<p>O dia da Profiss\u00e3o exp\u00f5em-se no altar algumas Rel\u00edquias de Santos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando se trata da Profiss\u00e3o tempor\u00e1ria, ao come\u00e7ar o&nbsp;<em>Kyrie eleison<\/em>&nbsp;na Missa conventual, o Maestro de novi\u00e7os ou outro se ele est\u00e1 impedido, deixa a nova cogula sobre as formas, adiante do que vai professar. Depois do Evangelho, ou o&nbsp;<em>Credo<\/em>, se se diz, omitida a Ora\u00e7\u00e3o universal, o que vai professar se dirige \u00e0 arquibancada do presbit\u00e9rio levando a nova cogula nas m\u00e3os, e ali, feita inclina\u00e7\u00e3o profunda, deixa-a e fica em p\u00e9. Ent\u00e3o se lhe acerca o Prior e diz as preces contidas no Ritual. Depois aben\u00e7oa, com a m\u00e3o estendida, a cogula posta sobre a arquibancada ante o que vai professar, dizendo a ora\u00e7\u00e3o adequada. Terminada a b\u00ean\u00e7\u00e3o, asperge com \u00e1gua bendita a cogula.<\/p>\n\n\n\n<p>Ato seguido, de joelhos ante o Prior na primeira arquibancada do presbit\u00e9rio, o que vai professar recita com voz intelig\u00edvel (e se s\u00e3o variados, recitam juntamente) o salmo 15 (<em>Protege-me, Deus meu<\/em>), at\u00e9 o vers\u00edculo&nbsp;<em>O Senhor \u00e9 o lote<\/em>, exclusive. Ent\u00e3o o Prior, ajudado pelo Sacrist\u00e3o, tira ao novi\u00e7o a capa e a cogula, dizendo:&nbsp;<em>Que Deus te despoje do homem velho e de suas a\u00e7\u00f5es<\/em>, e lhe p\u00f5e a cogula longa, dizendo:&nbsp;<em>e te revista do homem novo que foi criado por Deus em verdadeira justi\u00e7a e santidade<\/em>. Se forem variados, repete as mesmas palavras para cada um.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguidamente, o novi\u00e7o l\u00ea a f\u00f3rmula da Profiss\u00e3o, escrita numa folha de papel que sustenta na m\u00e3o. Se forem variados, t\u00eam de l\u00ea-la um por um.<\/p>\n\n\n\n<p>Emitidos os votos, o professo entrega a folha ao Prior, e continua a leitura do salmo antes come\u00e7ado, desde&nbsp;<em>O Senhor \u00e9 meu lote at\u00e9 Gl\u00f3ria ao Pai<\/em>&#8230;&nbsp;<em>Am\u00e9m<\/em>. Terminado isto, faz inclina\u00e7\u00e3o profunda e volta a seu lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Missa de Profiss\u00e3o, o mesmo temporal que solene, o novo Professo, ainda que seja sacerdote, comunga depois do di\u00e1cono de m\u00e3os do Prior, e, pelo mesmo, n\u00e3o concelebra; mas pode celebrar Missa rezada no mesmo dia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Profiss\u00e3o solene<\/h4>\n\n\n\n<p>Sobre as cerim\u00f4nias em Cap\u00edtulo e a prepara\u00e7\u00e3o do altar, veja-se o n. 8.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Missa, que \u00e9 do Prior, terminado o Evangelho, ou o&nbsp;<em>Credo<\/em>&nbsp;se se canta, omitida a Ora\u00e7\u00e3o universal, o que vai professar (ou os que v\u00e3o professar) acerca-se ao centro da arquibancada do presbit\u00e9rio, e ali, depois de ter feito uma inclina\u00e7\u00e3o profunda, canta o verso:&nbsp;<em>Acolhei-me, Senhor, com tua promessa, e viverei: que n\u00e3o fique frustrada minha esperan\u00e7a<\/em>. Ao qual responde a Comunidade, de cara ao altar, o mesmo e no mesmo tom. Repetido tr\u00eas vezes este verso por ambas as partes, a Comunidade, inclinada sobre as miseric\u00f3rdias, canta o&nbsp;<em>Gl\u00f3ria Pai<\/em>&#8230;,&nbsp;<em>Senhor, tem piedade<\/em>&#8230;, e ora em segredo.<\/p>\n\n\n\n<p>O que vai professar se incorpora ao come\u00e7ar o&nbsp;<em>Como era no princ\u00edpio<\/em>, dirige-se pelo lado direito do coro at\u00e9 a cadeira primeira, e, de joelhos ante o monge, que est\u00e1 de p\u00e9, e depois ante os demais monges deste coro, diz com voz intelig\u00edvel:&nbsp;<em>irm\u00e3o, roga por mim<\/em>; passando, depois, aos monges do coro esquerdo, faz o mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois do qual, a Comunidade se ergue e se volta para o altar; e o que vai professar, de p\u00e9 ante o meio do altar e voltado para ele, l\u00ea, com voz clara e intelig\u00edvel que todos a ou\u00e7am, sua Profiss\u00e3o escrita em pergaminho; uma vez lida, beija o altar e a oferece sobre o mesmo. Prostrado adiante da c\u00e1tedra aos p\u00e9s do celebrante, recebe a b\u00ean\u00e7\u00e3o; enquanto, a Comunidade se inclina sobre as miseric\u00f3rdias. O Prior canta a ora\u00e7\u00e3o com a m\u00e3o estendida sobre o professo, e se s\u00e3o variados a diz em plural. Depois o asperge com \u00e1gua bendita. O professo volta a seu lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Prece eucar\u00edstica se faz comemora\u00e7\u00e3o do novo professo solene, para que seu obla\u00e7\u00e3o fique mais intimamente incorporada ao sacrif\u00edcio do divino Redentor.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Doa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria<\/h4>\n\n\n\n<p>A Doa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria se faz no Cap\u00edtulo, antes de V\u00e9speras, em presen\u00e7a da Comunidade. O novi\u00e7o, prostrado, pede miseric\u00f3rdia. A uma indica\u00e7\u00e3o do Prior, vestido com cogula eclesi\u00e1stica e estola branca e sentado ante o altar, levanta-se e diz:&nbsp;<em>Suplico por amor de Deus ser admitido \u00e0 Doa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria como o mais humilde servidor de todos, se a ti Padre, e \u00e0 Comunidade vos parecer bem<\/em>. Depois, tendo escutado a exorta\u00e7\u00e3o do Prior, enquanto a Comunidade permanece sentada e coberta, o novi\u00e7o se adianta e se ajoelha ante a arquibancada do altar. O Prior se levanta e, ajudado pelo Procurador e o Sacrist\u00e3o, tira-lhe a capa e a cogula pequena, dizendo:&nbsp;<em>Que Deus te despoje do homem velho e de suas a\u00e7\u00f5es<\/em>, e lhe p\u00f5e a cogula longa sem bandas, dizendo:&nbsp;<em>e te revista do homem novo que foi criado por Deus em verdadeira justi\u00e7a e santidade<\/em>. Se forem variados, repete o mesmo a cada um.<\/p>\n\n\n\n<p>O novi\u00e7o l\u00ea ent\u00e3o a f\u00f3rmula de Doa\u00e7\u00e3o, escrita numa folha de papel que tem na m\u00e3o, e a entrega ao Prior uma vez feita a Doa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Prior aceita a doa\u00e7\u00e3o com estas palavras:&nbsp;<em>E eu, car\u00edssimo irm\u00e3o, aceito tua Doa\u00e7\u00e3o no nome de Deus e da Ordem; e, em meu nome e no dos meus sucessores, comprometo-me prover, com cora\u00e7\u00e3o de pai, a todas tuas necessidades espirituais e corporais, desde que permane\u00e7as fiel a tuas promessas. E que a b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus todo-poderoso, Pai,&nbsp;<strong>+<\/strong>&nbsp;Filho e Esp\u00edrito Santo, des\u00e7a sobre ti e contigo permane\u00e7a para sempre. R\/. Am\u00e9m<\/em>. Depois da palavra \u00abprometo\u00bb, adiciona o tempo da Doa\u00e7\u00e3o, se se trata da temporal ; ou \u00abdurante toda tua vida\u00bb, se se trata da perp\u00e9tua.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, todos v\u00e3o ao coro para cantar as V\u00e9speras.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Doa\u00e7\u00e3o perp\u00e9tua<\/h4>\n\n\n\n<p>A Doa\u00e7\u00e3o perp\u00e9tua se faz em presen\u00e7a de toda a Comunidade, antes de V\u00e9speras. Primeiro, reunida a Comunidade em Cap\u00edtulo, o donato se prostra ante o Prior, que est\u00e1 sentado e revestido de cogula eclesi\u00e1stica e estola branca, e pede miseric\u00f3rdia. Levanta-se a uma indica\u00e7\u00e3o do Prior, e diz:&nbsp;<em>Suplico por amor de Deus ser admitido \u00e0 Doa\u00e7\u00e3o perp\u00e9tua como o mais humilde servidor de todos, se a ti, Padre, e \u00e0 Comunidade vos parecer bem<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ouvida a exorta\u00e7\u00e3o do Prior, dirigem-se todos \u00e0 igreja, indo o donato por tr\u00e1s do Prior. O donato se ajoelha na arquibancada do presbit\u00e9rio, estando o Prior de p\u00e9 adiante dele, e os demais monges em seus lugares de p\u00e9, voltados para o altar e talheres. Ent\u00e3o o donato l\u00ea a f\u00f3rmula de Doa\u00e7\u00e3o, e o Prior a aceita e o aben\u00e7oa.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, enquanto o donato permanece ajoelhado no mesmo lugar, o Prior vai \u00e0 \u00faltima cadeira do coro direito e a Comunidade, de joelhos ante as formas, canta o&nbsp;<em>Sub tuum pr\u00e6sidium<\/em>. O cantor hebdomadario adiciona um vers\u00edculo, e o Prior recita uma Ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, este se deixa a cogula eclesi\u00e1stica no vestu\u00e1rio e vai a sua cadeira; tamb\u00e9m o donato vai a sua cadeira, e come\u00e7am as V\u00e9speras.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"c38\">Cap\u00edtulo 38<\/h3>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>Elei\u00e7\u00e3o do Prior<a href=\"#c36\">\u00ab<\/a><a href=\"\/moines\/pt\/estatutos-pt\/livro-6\/\">\u00bb<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Quando alguma Casa da Ordem fica sem Prior, o Vig\u00e1rio deve averiguar por vota\u00e7\u00e3o secreta dos professos solenes que t\u00eam direito a eleger, se querem fazer a elei\u00e7\u00e3o do novo Prior. Se ent\u00e3o se celebra o Cap\u00edtulo Geral, a Casa comunicar\u00e1 quanto antes sua resposta ao Definit\u00f3rio. Se n\u00e3o quer eleger, ou se verificado um segundo escrut\u00ednio h\u00e1 ainda empate a votos, o Vig\u00e1rio pe\u00e7a ao Cap\u00edtulo Geral ou, se ent\u00e3o n\u00e3o se celebra, ao Reverendo Padre, que segundo sua prud\u00eancia proveja \u00e0 Casa em sua necessidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a Comunidade responde que quer eleger, o Vig\u00e1rio dever\u00e1 admoestar seriamente no Senhor aos eleitores que a elei\u00e7\u00e3o de pastor de almas \u00e9 assunto muito \u00e1rduo e de suma import\u00e2ncia, j\u00e1 que o bem ou o mal de toda a grei depende quase inteiramente de que o pastor seja bom ou mau; e que, por tanto devem proceder neste assunto com toda retid\u00e3o, prud\u00eancia e temor de Deus. Na elei\u00e7\u00e3o de Prior se deve atender antes de mais nada \u00e0s dotes necess\u00e1rias para o governo das almas. Tamb\u00e9m se requer alguma aptid\u00e3o para a administra\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria, mas por si s\u00f3 n\u00e3o pode determinar a dar o voto; ademais, o cuidado do tempor\u00e1rio se pode encomendar a outras pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez que o Vig\u00e1rio prop\u00f4s tudo isto, prescreve-se a todos um jejum de tr\u00eas dias consecutivos, a n\u00e3o ser que se interponha uma Solenidade ou um Domingo.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada dia, at\u00e9 que tenha Prior, a Comunidade, depois de Laudes e de V\u00e9speras canta com especial devo\u00e7\u00e3o o hino&nbsp;<em>Veni, Creator Spiritus<\/em>, como o traz o Ritual.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos podem licitamente, mais ainda devem, conferir aos membros da Ordem que conhecem melhor \u00e0s pessoas. Mas guardem-se os religiosos assim conferidos de pressionar em modo algum aos eleitores.<\/p>\n\n\n\n<p>Convocar-se-\u00e1 o antes poss\u00edvel aos Confirmadores que devem presidir a elei\u00e7\u00e3o. Ser\u00e3o dois Priores, designados pelo Cap\u00edtulo Geral ou o Reverendo Padre, ou se n\u00e3o podem achar-se facilmente dois Priores, um com um monge (que n\u00e3o seja da Casa eleitora). Se nada o impede, um dos dois Confirmadores deve ser um dos Visitadores da Prov\u00edncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os assim convocados para assistir \u00e0 elei\u00e7\u00e3o, unam-se \u00e0 Comunidade eleitora no sil\u00eancio e a ora\u00e7\u00e3o, sem intrometer-se na futura elei\u00e7\u00e3o de nenhum modo. Sua miss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 designar pessoas, sen\u00e3o somente responder com toda verdade a quem lhes perguntem, e receber simplesmente os votos dos eleitores.<\/p>\n\n\n\n<p>O dia em que se faz a elei\u00e7\u00e3o, celebra-se ou concelebra a Missa do Esp\u00edrito Santo, com assist\u00eancia de toda a Comunidade; preside um dos Confirmadores. Depois, o Vig\u00e1rio convoca no Cap\u00edtulo aos Confirmadores e \u00e0 Comunidade. Ali, estando todos de p\u00e9 e descobertos, o Confirmador principal come\u00e7a as preces que traz o Ritual. Depois, ele ou seu colega faz uma exorta\u00e7\u00e3o. Terminada esta, ficam no Cap\u00edtulo unicamente os eleitores com os confirmadores; os demais de retiram.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o o Confirmador principal adverte a todos os eleitores que elejam a quem segundo Deus e sua consci\u00eancia, julguem que \u00e9 verdadeiramente apto e id\u00f4neo para o cargo de Prior naquela Casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois disto, o Confirmador principal manda que cada qual v\u00e1 ao lugar destinado para escrever as papeletas, nas que s\u00f3 se p\u00f5em o nome e sobrenome do proposto para Prior. Imediatamente se mete a papeleta num envelope, leva-se \u00e0 mesa dos Confirmadores e se joga na urna ali preparada ao efeito.<\/p>\n\n\n\n<p>Se algum dos que t\u00eam voto n\u00e3o pode assistir pessoalmente \u00e0 elei\u00e7\u00e3o poder\u00e1 escrever uma papeleta e met\u00ea-la num envelope, igual que os demais. E os mesmos Confirmadores ir\u00e3o a sua cela, se \u00e9 necess\u00e1rio, para recolher o voto.<\/p>\n\n\n\n<p>Feita a vota\u00e7\u00e3o, o Confirmador principal conta as papeletas e as abre. \u00c9 preciso que o futuro Prior obtenha mais da metade dos votos emitidos de fato, isto \u00e9, sem contar os votos nulos e as absten\u00e7\u00f5es. Se nenhum os atinge, os Confirmadores dar\u00e3o os nomes dos que obtiveram votos e dir\u00e3o quantos reca\u00edram sobre cada um. Ent\u00e3o se queimar\u00e3o ali as papeletas e se voltar\u00e3o a escrever outras novas.<\/p>\n\n\n\n<p>Se depois da terceira vota\u00e7\u00e3o ningu\u00e9m fica eleito, pode-se fazer uma quarta e \u00faltima vota\u00e7\u00e3o o mesmo dia; antes da qual poder\u00e3o sair os monges fora do Cap\u00edtulo e trocar opini\u00f5es entre si, mas sem falar com outros. Se finalmente n\u00e3o sai nenhum eleito, ter\u00e1 que escrever todo o assunto ao Reverendo Padre, quem, depois de ouvir aos Visitadores da Prov\u00edncia prover\u00e1 \u00e0 Casa privada de pastor.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, se resulta eleito algum, o Confirmador principal dir\u00e1 em alta voz:&nbsp;<em>Temos Prior<\/em>, e dir\u00e1 seu nome, sua Casa de Profiss\u00e3o e a obedi\u00eancia que tem se ent\u00e3o tivesse alguma, indicando tamb\u00e9m o n\u00famero de votos que obteve. Por \u00faltimo, queimam-se todas as papeletas.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de publicar-se adiante de todos o nome do Prior, o Vig\u00e1rio, a n\u00e3o ser que tenha reca\u00eddo sobre ele a elei\u00e7\u00e3o, roga aos Confirmadores que acedam a confirmar como Prior ao eleito. Os Confirmadores assinalar\u00e3o um prazo, a saber, um ou dois dias, para objetar contra a forma da elei\u00e7\u00e3o e a pessoa do eleito.<\/p>\n\n\n\n<p>Se os Confirmadores n\u00e3o encontram nenhum impedimento, congregados em Cap\u00edtulo todos e s\u00f3 os eleitores, enquanto os demais se re\u00fanem na igreja, confirmar\u00e3o ao eleito dizendo o Confirmador principal:&nbsp;<em>N\u00f3s, N. e N., humildes Priores das Casas N. e N., designados pelo Cap\u00edtulo Geral (ou pelo Reverendo Padre) para presidir vossa elei\u00e7\u00e3o, com a autoridade de nossos Estatutos vos confirmamos como Prior desta Casa a Dom N., professo de tal Casa, no nome do Pai e do Filho e do Esp\u00edrito Santo<\/em>. E a Comunidade responder\u00e1:&nbsp;<em>Am\u00e9m<\/em>. Quando um dos Confirmadores est\u00e1 impedido ou \u00e9 o eleito Prior, o outro far\u00e1 por si s\u00f3 a confirma\u00e7\u00e3o. Depois, o segundo Confirmador ler\u00e1 o processo verbal da elei\u00e7\u00e3o, que assinar\u00e3o primeiro os Confirmadores e, depois deles, todos os eleitores.<\/p>\n\n\n\n<p>O dia em que o Prior toma posse de seu cargo, \u00e0 hora convinda, os Confirmadores (ou, em sua aus\u00eancia, o Vig\u00e1rio e o Antiquior), tomando da cogula uno de cada lado ao novo Prior, conduzem-no \u00e0 cadeira prioral na igreja, seguidos por toda a Comunidade. Feita ali uma breve ora\u00e7\u00e3o ante as formas, de joelhos e descobertos, v\u00e3o todos ao Cap\u00edtulo, onde, depois de algumas palavras do Confirmador principal (ou do Vig\u00e1rio) ao novo Prior, este faz a profiss\u00e3o de f\u00e9 segundo a norma can\u00f4nica. A seguir se lhe acerca o Vig\u00e1rio e, de joelhos p\u00f5e suas m\u00e3os juntas entre as do Prior. Ao perguntar-lhe este: \u00abPrometes obedi\u00eancia?\u00bb, responde: \u00abPrometo\u00bb, e, recebido o \u00f3sculo de paz levanta-se e se volta a seu lugar. O mesmo fazem depois do Vig\u00e1rio, o Antiquior e os demais por ordem.<\/p>\n\n\n\n<p>Todo esse dia se celebra com gozo, come-se no refeit\u00f3rio e n\u00e3o se guarda jejum, a n\u00e3o ser que seja tal do que nem por uma Solenidade se quebrantaria. O Of\u00edcio que precede ao refeit\u00f3rio se canta na igreja.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro 5 Cap\u00edtulo 36 Ritos da vida cartusiana\u00ab\u00bb O que ingressa na fam\u00edlia cartusiana, depois de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"parent":6206,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-6216","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6216","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6216"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6216\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6206"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6216"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}