{"id":4366,"date":"2021-08-27T19:20:38","date_gmt":"2021-08-27T17:20:38","guid":{"rendered":"https:\/\/chartreux.org\/moines\/?page_id=4366"},"modified":"2024-01-10T02:57:36","modified_gmt":"2024-01-10T01:57:36","slug":"historia-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/chartreux.org\/moines\/pt\/historia-2\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p><\/p>\n<div id=\"toc_container\">\n<ul class=\"toc_list\">\n  <li><a href=\"#Les-origines\">1. As origens<\/a><\/li>\n  <li><a href=\"#aidade\">2.  A Idade M\u00e9dia<\/a><\/li>\n  <li><a href=\"#nosseculos\">3. Nos s\u00e9culos XVI-XVIII<\/a><\/li>\n  <li><a href=\"#arevolucao\">4. A Revolu\u00e7\u00e3o Francesa<\/a><\/li>\n  <li><a href=\"#darestauracao\">5. Da Restaura\u00e7\u00e3o at\u00e9 meados do s\u00e9culo XX<\/a><\/li>\n  <li><a href=\"#novos\">6. Novos horizontes<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#ossantos\">7. Os Santos Cartuxos<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#ascasas\">8. As casas atrav\u00e9s dos tempos<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image is-resized\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"862\" src=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Zurbaran-Virgen-protectora-1-1024x862.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2771\" srcset=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Zurbaran-Virgen-protectora-1-1024x862.jpg 1024w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Zurbaran-Virgen-protectora-1-300x253.jpg 300w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Zurbaran-Virgen-protectora-1-768x646.jpg 768w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Zurbaran-Virgen-protectora-1.jpg 1068w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>A Virgem Protectora dos Cartuxos, de Zurbar\u00e1n, ca. 1638<\/em>, <br>para a Cartuxa de Sevilla (Museu de Sevilla, Espanha)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria da Ordem Cartusiana \u00e9 muito rica e muito complexa. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel aprofundar aqui em todos os dom\u00ednios. Limitar-nos-emos a apontar brevemente alguns pontos de refer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"Les-origines\">1. As origens<\/h3>\n\n\n\n<p>Foi em Junho de 1084 que Mestre Bruno com seis companheiros foi conduzido por Hugo, bispo de Grenoble, ao deserto de <em>Chartreuse<\/em>, a fim de estabelecer ali um eremit\u00e9rio: um lugar retirado onde a sua alma pudesse elevar-se livremente a Deus, procurado, desejado e gostado acima de tudo. Bruno teve de abandonar a sua querida solid\u00e3o para obedecer ao Papa, mas fundou um segundo mosteiro pouco depois, em 1090, segundo o seu plano de vida puramente contemplativa: Santa Maria da Torre, na Cal\u00e1bria. Bruno, no entanto, n\u00e3o deixou uma Regra escrita. Inspirados pelo seu exemplo e formados pela experi\u00eancia, os primeiros cartuxos transmitiram a chama aos seus sucessores.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"451\" src=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Statuts-1510-color_frag-01-1024x451.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1087\" srcset=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Statuts-1510-color_frag-01-1024x451.jpg 1024w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Statuts-1510-color_frag-01-300x132.jpg 300w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Statuts-1510-color_frag-01-768x338.jpg 768w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Statuts-1510-color_frag-01-1536x676.jpg 1536w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Statuts-1510-color_frag-01-2048x901.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em> As origens da Ordem<\/em>, gravura na primeira edi\u00e7\u00e3o dos Estatutos por Amorbach, Basileia, 1510<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em 1109 a comunidade de <em>Chartreuse <\/em>elegeu a Guigo, que tinha s\u00f3 27 anos, como o seu quinto prior: ato de confian\u00e7a do qual n\u00e3o teve que lamentar-se, porque sob a sua guia abriu-se um per\u00edodo de not\u00e1vel fecundidade. O fervor e a fidelidade de toda a primeira comunidade ter\u00e3o rapidamente uma verdadeira irradia\u00e7\u00e3o: a partir de 1115 v\u00e1rias comunidades pediram incorporar-se ao modo de vida solit\u00e1ria institu\u00eddo por Bruno: <em>Portes (Ain), Saint-Sulpice (Ain), Meyriat (Ain)<\/em>. Estas comunidades pediram insistentemente a Guigo que lhes transmitisse por escrito a descri\u00e7\u00e3o dos costumes observados na <em>Grande Chartreuse<\/em>. Este, pressionado pelo bispo S. Hugo de Grenoble, escreveu os <em>Costumes da Cartuxa<\/em>, trabalho acabado em 1127, no qual se contenta em descrever os usos do seu mosteiro. Esta obra, que constitui uma verdadeira regra mon\u00e1stica, foi adotada pelo conjunto das novas comunidades: <em>Les \u00c9couges (Is\u00e8re), Durbon (Hautes-Alpes)<\/em> <em>Sylve B\u00e9nite (Is\u00e8re), Bouvante (Dr\u00f4me), Saint-Hugon (Savoie)<\/em>, e permanecer\u00e1 o fundamento da legisla\u00e7\u00e3o cartusiana no decurso dos tempos. Guigo, sob a vigil\u00e2ncia benevolente de S. Hugo, organizou o antifon\u00e1rio cartusiano, e deixou outros escritos de grande valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1132 a comunidade de <em>Chartreuse<\/em> sofreu uma rude prova. Uma grande avalancha destruiu o mosteiro primitivo. Seis monges morreram, um s\u00e9timo foi encontrado doze dias mais tarde consciente, mas morreu nesse mesmo dia. Diante de um semelhante desastre Guigo transferiu o mosteiro a um lugar mais seguro, aquele que ocupa ainda hoje, dois quil\u00f3metros mais abaixo. \u00c0 morte de Guigo, em 1136, contavam-se nove casas cartusianas.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro Cap\u00edtulo Geral teve lugar em 1140, sob a guia de santo Antelmo, s\u00e9timo prior de <em>Chartreuse<\/em>. Este Cap\u00edtulo instaurou a unidade lit\u00fargica das casas. Pouco depois, as monjas de <em>Pr\u00e9bayon <\/em>juntaram-se \u00e0 Ordem nascente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"aidade\">2. A Idade M\u00e9dia<\/h3>\n\n\n\n<p>A partir de 1155, sob a dire\u00e7\u00e3o do R. P. Dom Bas\u00edlio, o Cap\u00edtulo Geral teve lugar todos os anos, sempre na <em>Grande Chartreuse<\/em>. A partir de ent\u00e3o, a Ordem estava organicamente constitu\u00edda. O prior da <em>Grande Chartreuse<\/em>, eleito apenas pelos religiosos desta casa, tem as prerrogativas do ministro geral.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-resized\">\n<figure class=\"alignleft size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"464\" height=\"624\" src=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Copiste-chartreux_ms.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2430\" srcset=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Copiste-chartreux_ms.jpg 464w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Copiste-chartreux_ms-223x300.jpg 223w\" sizes=\"(max-width: 464px) 100vw, 464px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cartuxo copiste, em un manuscrito da <em>Vita Christi<\/em> de Ludolfo de Sax\u00f3nia, s\u00e9culo XV<br>(University Library of Glasgow, Esc\u00f3cia)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>1160, primeira cartuxa na Europa Central: <em>Seitz<\/em> (na atual Eslov\u00e9nia).<br>1162, primeira cartuxa n\u00f3rdica, na Dinamarca:  <em>Asserbo <\/em>(Roskilde).<br>1163, primeira das 22 cartuxas em Espanha: <em>Scala Dei<\/em>.<br>1178, primeira das 11 cartuxas em Inglaterra: <em>Witham<\/em>.<br>Sob o R. P. D. Jancellin, s\u00e3o decididas novas diretivas lit\u00fargicas, e a Missa conventual torna-se di\u00e1ria. \u00c0 sua morte, em 1233, j\u00e1 existiam 47 cartuxas na Europa.<\/p>\n\n\n\n<p>1257, funda\u00e7\u00e3o da Cartuxa de Paris pelo Rei S. Luis. Em 1300 teve lugar o primeiro inc\u00eandio no mosteiro da <em>Grande Chartreuse<\/em>, seguido por aquele de 1320, que o destruiu quase inteiramente. Ao longo dos s\u00e9culos que se seguiram, foi ainda sete vezes a presa das chamas. Em 1334 foi fundada a cartuxa de Col\u00f3nia, ber\u00e7o de S\u00e3o Bruno, que ter\u00e1 uma influ\u00eancia not\u00e1vel durante v\u00e1rios s\u00e9culos.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00ab\u00a0peste negra\u00a0\u00bb de 1347\/49, que devastou a Europa, fez perto de mil v\u00edtimas na Ordem. 1370, funda\u00e7\u00e3o da Cartuxa de Roma. Em 1371 a Ordem contava com 130 casas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Grande Cisma do Ocidente, em 1378, ao separar a Igreja em duas obedi\u00eancias, a do Papa de Roma e a do Papa de Avinh\u00e3o, arrastou os cartuxos \u00e0 divis\u00e3o: as casas de Fran\u00e7a e de Espanha ficaram sob a jurisdi\u00e7\u00e3o do Pont\u00edfice de Avinh\u00e3o, e as outras cartuxas permaneceram ligadas ao Pont\u00edfice Romano. S\u00f3 em 1409 \u00e9 que o Cisma chegou ao fim, e a Ordem p\u00f4de recuperar a sua unidade no ano seguinte gra\u00e7as \u00e0 demiss\u00e3o simult\u00e2nea das cabe\u00e7as de ambas as obedi\u00eancias: D. Bonif\u00e1cio Ferrer (irm\u00e3o de S. Vicente Ferrer) e D. Estev\u00e3o Maconi (disc\u00edpulo de S. Catarina de Sena). O Cap\u00edtulo Geral elegeu ent\u00e3o como seu \u00fanico Geral o prior da cartuxa de Paris: Jo\u00e3o de Griffenberg, nascido em Sax\u00f3nia.<\/p>\n\n\n\n<p>A funda\u00e7\u00e3o de casas continuou a um ritmo constante durante o final da Idade M\u00e9dia, chegando at\u00e9 \u00e0 Su\u00e9cia e Hungria. Os Pa\u00edses Baixos tiveram uma grande concentra\u00e7\u00e3o de cartuxas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"nosseculos\">3. Nos s\u00e9culos XVI a XVIII<\/h3>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca do Renascimento a Ordem encontrava-se no seu auge. Em 1513 a Ordem recuperou a casa de Cal\u00e1bria, que se tinha tornado uma abadia cisterciense. \u00c0 morte do R. P. Francisco du Puy em 1521, que tinha iniciado o processo de canoniza\u00e7\u00e3o de S. Bruno, a Ordem contava com quase 200 cartuxas em atividade. Mas esta prosperidade n\u00e3o iria durar. Ap\u00f3s a Reforma Protestante, durante o tumulto das guerras de religi\u00e3o que agitaram todo o s\u00e9culo XVI, 40 cartuxas desapareceram. Mais de 80 cartuxos derramaram o seu sangue pela f\u00e9, entre eles os primeiros m\u00e1rtires da Reforma inglesa, em 1535. V\u00e1rias cartuxas foram incendiadas: a <em>Grande Chartreuse<\/em> foi saqueada e queimada em 1562 pelas tropas calvinistas do Bar\u00e3o dos Adrets. Muitos manuscritos preciosos foram perdidos, entre eles o pergaminho original dos t\u00edtulos funer\u00e1rios de S. Bruno.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-resized\">\n<figure class=\"alignright size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"888\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/LeMasson_corr-1-888x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1062\" srcset=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/LeMasson_corr-1-888x1024.jpg 888w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/LeMasson_corr-1-260x300.jpg 260w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/LeMasson_corr-1-768x885.jpg 768w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/LeMasson_corr-1-1332x1536.jpg 1332w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/LeMasson_corr-1-1776x2048.jpg 1776w\" sizes=\"(max-width: 888px) 100vw, 888px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Dom Innocent Le Masson<\/em>, an\u00f3nimo, ca. 1680<br> (Colec\u00e7\u00e3o Grande Chartreuse)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Em per\u00edodos de agita\u00e7\u00f5es, guerras civis ou de religi\u00e3o, os cartuxos foram \u00e0s vezes obrigados a instalar-se no interior das cidades: a cartuxa de Molsheim \u00e9 um bom exemplo disto. Com os tratados de paz, seguiu um per\u00edodo de estabilidade num\u00e9rica relativa. A Ordem tinha casas desde o reino de Portugal at\u00e9 ao ducado de Litu\u00e2nia (a cartuxa de Bereza, na atual Bielorr\u00fassia, era a casa mais afastada). <\/p>\n\n\n\n<p>A <em>Grande Chartreuse<\/em> sofreu um inc\u00eandio devastador em 1676, o nono e o d\u00e9cimo. O R. P. Dom Inoc\u00eancio Le Masson fez reconstruir o mosteiro sob um plano novo, aquele que existe nos nossos dias. Isto foi poss\u00edvel gra\u00e7as a ofertas vindas de todos os pa\u00edses. Podemos dizer que n\u00e3o h\u00e1 uma s\u00f3 pedra que n\u00e3o tenha sido doada por uma ou outra comunidade da Ordem. Na sua \u00e9poca existiam cerca de 160 cartuxas na Europa, o que explica a dimens\u00e3o dos edif\u00edcios, porque centenas de pessoas deviam ser alojadas por ocasi\u00e3o do Cap\u00edtulo Geral, que reunia cada ano os priores de todas as casas e as pessoas que os acompanhavam. A Ordem alcan\u00e7ava ent\u00e3o o efetivo de 2500 padres, 1300 irm\u00e3os e 70 monjas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"739\" src=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/GC-par-Ricois20-1024x739.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1040\" srcset=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/GC-par-Ricois20-1024x739.jpg 1024w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/GC-par-Ricois20-300x216.jpg 300w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/GC-par-Ricois20-768x554.jpg 768w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/GC-par-Ricois20-1536x1108.jpg 1536w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/GC-par-Ricois20-2048x1478.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>A Grande Chartreuse<\/em>, de Ricois, 1870<br>(Colec\u00e7\u00e3o privada)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A Ordem Cartusiana foi sempre muito unida. Uma \u00fanica vez na hist\u00f3ria existiu uma rama cartusiana independente. O ano de 1785 viu surgir a Congrega\u00e7\u00e3o Nacional Espanhola, fruto de um esp\u00edrito separatista de ra\u00edzes antigas promovido pela coroa. Mas a sua exist\u00eancia foi ef\u00e9mera: desapareceu com a supress\u00e3o de todos os mosteiros pelo governo liberal em 1835.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"arevolucao\">4. A Revolu\u00e7\u00e3o Francesa<\/h3>\n\n\n\n<p>No s\u00e9culo XVIII, signo precursor de Revolu\u00e7\u00e3o foi o encerramento de todas as casas situadas no Imp\u00e9rio, sob Jos\u00e9 II de \u00c1ustria: eram 24. A tormenta revolucion\u00e1ria que varria a Europa ocidental pouco depois reduziu a Ordem a bem pouca coisa: somente algumas casas subsistiam em 1805.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-resized\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"987\" height=\"642\" src=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Serment_s11rec.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1107\" srcset=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Serment_s11rec.jpg 987w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Serment_s11rec-300x195.jpg 300w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Serment_s11rec-768x500.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 987px) 100vw, 987px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>O Juramento do Tribunal de Palma<\/em>, de J. L. David, ca. 1791<br>(Museu Carnavalet, Paris)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><a href=\"#toc_container\" class=\"returnToTop\"> Voltar ao topo! \u2191 <\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Os princ\u00edpios dominantes dos revolucion\u00e1rios eram o individualismo e a soberania absoluta de um Estado laico. Qualquer agrupamento particular tornou-se proibido, de modo a deixar apenas diante do Estado a indiv\u00edduos isolados. O per\u00edodo pode resumir-se em algumas datas:<\/p>\n\n\n\n<p>Fevereiro de 1790: A Assembleia Constituinte recusa-se a reconhecer os votos mon\u00e1sticos, considerando-os uma escravid\u00e3o para toda a vida. Num primeiro momento a lei abre a porta \u00e0queles que querem sair do mosteiro, mas deixa os religiosos livres de seguir a sua regra e de manterem o seu h\u00e1bito.<br>12 de Julho de 1790: A Assembleia Constituinte vota a \u00ab\u00a0Constitui\u00e7\u00e3o Civil do Clero\u00a0\u00bb e imp\u00f5e o juramento. Aqueles que se recusaram a fazer o juramento s\u00e3o perseguidos. V\u00e1rios cartuxos s\u00e3o guilhotinados.<br>Agosto de 1792: As congrega\u00e7\u00f5es religiosas s\u00e3o suprimidas; o uso do h\u00e1bito religioso \u00e9 proibido.<br>Outubro de 1792: Data limite para a evacua\u00e7\u00e3o de todos os mosteiros, que se tornam propriedade do Estado com todos os seus bens. Todos os cartuxos franceses s\u00e3o dispersos, alguns unem-se \u00e0s cartuxas da Su\u00ed\u00e7a ou da It\u00e1lia.<br>1794: Todos os religiosos presos com menos de 60 anos de idade s\u00e3o deportados para Bord\u00e9us, Saintes e Rochefort, onde frequentemente morrem de mis\u00e9ria. Entre eles estavam alguns cartuxos.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e1rios cartuxos aguantaram viver numa perigosa clandestinidade, entre eles D. Efrem Coutarel, respons\u00e1vel pelo regresso a Fran\u00e7a quando as \u00e1guas estavam mais calmas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"darestauracao\">5. Da Restaura\u00e7\u00e3o at\u00e9 meados do s\u00e9culo XX<\/h3>\n\n\n\n<p>Uma portaria real de Lu\u00eds XVIII autoriza o regresso dos monges. Os cartuxos regressam \u00e0 <em>Grande Chartreuse<\/em> a 8 de Julho de 1816. No mesmo ano as monjas sobreviventes retomam a vida cartusiana em Beauregard (Voiron, em Is\u00e8re). No final do s\u00e9culo, que se passa em geral na calma, j\u00e1 existiam 27 casas abertas na Europa. Entre elas, a nova de Parkminster, em Inglaterra, onde os cartuxos puderam regressar depois da Reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas acentua-se uma nova ascens\u00e3o do anticlericalismo. A lei de 1901 contra as congrega\u00e7\u00f5es religiosas provocou o encerramento simult\u00e2neo de 10 cartuxas francesas. A comunidade da <em>Grande Chartreuse<\/em> foi expulsada pelas autoridades p\u00fablicas, <em>manu militari<\/em>, em 1903, e instalou-se na Cartuxa de Farneta em It\u00e1lia. Os outros cartuxos tiveram que emigrar.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-resized\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"632\" src=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/exp190302-1024x632.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1065\" srcset=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/exp190302-1024x632.jpg 1024w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/exp190302-300x185.jpg 300w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/exp190302-768x474.jpg 768w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/exp190302.jpg 1394w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Os anos que precederam a Segunda Guerra Mundial viram a lenta reinstala\u00e7\u00e3o de algumas casas, em Fran\u00e7a tr\u00eas de monges e uma de monjas. Em Junho de 1940, o R. P. Dom Fernando Vidal, perante a iminente entrada da It\u00e1lia na guerra, aproveitou a situa\u00e7\u00e3o e reclamou o regresso a Fran\u00e7a na qualidade de refugiados pol\u00edticos. A comunidade p\u00f4de reinstalar-se na <em>Grande Chartreuse<\/em> e a Ordem p\u00f4de realizar novamente o Cap\u00edtulo Geral na Casa M\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"novos\">6. Novos Horizontes<\/h3>\n\n\n\n<p>Em 1967 foi eleto ministro geral o R. P. Dom Andr\u00e9 Poisson, cuja tarefa foi renovar, com a ajuda de todos os membros da Ordem, os <em>Estatutos Cartusianos<\/em> seguindo as prescri\u00e7\u00f5es do Conc\u00edlio Vaticano II e do novo <em>C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a Guerra, um certo n\u00famero de mosteiros foram reabertos ou constru\u00eddos: Portes (restaurado em 1971) e Notre-Dame (constru\u00eddo em 1978 para receber as monjas de Beauregard) em Fran\u00e7a, Marienau (constru\u00eddo em 1964 para receber os monges de Hain) na Alemanha, Trinit\u00e0 (constru\u00eddo em 1994 para receber as monjas de Riva) em It\u00e1lia, \u00c9vora (restaurado em 1960, encerrado em 2019) em Portugal, Benifa\u00e7\u00e0 (restaurado em 1967) em Espanha.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de meados do s\u00e9culo XX abriram-se novos horizontes para a Ordem, que come\u00e7ou a espalhar-se fora da Europa: primeiro nos Estados Unidos, em 1950; depois no Brasil, em 1984; e na Argentina, em 1998. As duas \u00faltimas funda\u00e7\u00f5es s\u00e3o na Coreia do Sul, uma de monges e uma de monjas (2002).<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, podemos mencionar a visita hist\u00f3rica do Papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II \u00e0 cartuxa de Serra San Bruno na Cal\u00e1bria em 1984, por ocasi\u00e3o do 9\u00ba centen\u00e1rio da Ordem; a sua carta aos cartuxos para o 9\u00ba centen\u00e1rio da morte de S. Bruno em 2001; e a visita do Papa Bento XVI \u00e0 mesma cartuxa em 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>A Ordem Cartusiana sempre foi pouco numerosa em compara\u00e7\u00e3o com as outras Ordens mon\u00e1sticas e congrega\u00e7\u00f5es religiosas. No entanto, atravessou os s\u00e9culos, com a sua quota-parte de tumultos e de transforma\u00e7\u00f5es profundas. O esp\u00edrito de S. Bruno permanece vivo, a miss\u00e3o do cartuxo \u00e9 atual, e o apelo do deserto continua a atrair jovens voca\u00e7\u00f5es no mundo inteiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"popmake-5930\"><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\">Perguntas Frequentes Hist\u00f3ria<\/span><\/strong><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\"><\/span><\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"582\" src=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Cartujos-Miraflores-capuchones-1024x582.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1094\" srcset=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Cartujos-Miraflores-capuchones-1024x582.jpg 1024w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Cartujos-Miraflores-capuchones-300x170.jpg 300w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Cartujos-Miraflores-capuchones-768x436.jpg 768w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Cartujos-Miraflores-capuchones.jpg 1178w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:40px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"ossantos\">7. Os Santos cartuxos<\/h3>\n\n\n\n<p>Como diz um ad\u00e1gio muito antigo, <em>Cartusia sanctos facit, sed non patefacit<\/em>: a cartuxa faz santos, mas n\u00e3o os d\u00e1 a conhecer. Os cartuxos, em coer\u00eancia com a sua voca\u00e7\u00e3o a uma vida escondida, n\u00e3o t\u00eam um postulador em Roma para pedir a canoniza\u00e7\u00e3o dos membros da sua Ordem. A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o foi o caso do Fundador, quando em 1514 o Cap\u00edtulo Geral fez um pedido expresso ao Papa Le\u00e3o X. Na maioria das vezes a mem\u00f3ria e o culto de um cartuxo \u00e9 a obra da devo\u00e7\u00e3o popular. O primeiro de todos os cartuxos a ser elevado aos altares foi S. Hugo de Lincoln, canonizado em 1220 por aclama\u00e7\u00e3o e confirma\u00e7\u00e3o pontif\u00edcia; os \u00faltimos em data, em 1995, s\u00e3o os Beatos Cl\u00e1udio e L\u00e1zaro, m\u00e1rtires da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, com um grupo de outras testemunhas da f\u00e9, cujo processo foi promovido pela Diocese de La Rochelle. Por esta raz\u00e3o a lista abaixo n\u00e3o \u00e9 representa a santidade que a Ordem dos Cartuxos haja podido ter ao longo dos tempos, reservada apenas aos olhos de Deus; em efeito, a\u00ed encontramos v\u00e1rios cartuxos que foram bispos, o que \u00e9 extremamente raro, motivo pelo qual foram conhecidos e admirados. Apresentamos aqui brevemente os monges cartuxos oficialmente registados no martirol\u00f3gio romano.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"666\" src=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Calci-ret.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4256\" srcset=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Calci-ret.jpg 900w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Calci-ret-300x222.jpg 300w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Calci-ret-768x568.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>A descend\u00eancia espiritual de S\u00e3o Bruno, an\u00f3nimo, finais do s\u00e9culo XVIII<\/em><br>(Colec\u00e7\u00e3o Museu da Cartuxa de Calci, Italia)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Beato Lanuino, monge<\/h5>\n\n\n\n<p>O Beato Lanuino o Normando juntou-se \u00e0 comunidade do eremit\u00e9rio de La Torre na Cal\u00e1bria, segunda funda\u00e7\u00e3o de S. Bruno, em 1091 ou 1092. Desde ent\u00e3o, as cartas dirigem-se conjuntamente a Bruno e a ele, colocando-os em p\u00e9 de igualdade do ponto de vista administrativo. Encargado dos assuntos temporais da comunidade, foi eleito Mestre do eremit\u00e9rio aquando da morte de S. Bruno em 1101, apesar de uma forte oposi\u00e7\u00e3o. Desde 1104, foram-lhe encomendadas miss\u00f5es pelo Papa Pascal II. Em 1114, acrescentou \u00e0 ermida uma casa cenob\u00edtica sob a regra de S\u00e3o Bento, para os monges doentes e onde deveriam ser formados os candidatos \u00e0 vida erem\u00edtica. Morreu a 11 de Abril de 1116.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Beato Airaldo, monge e bispo<\/h5>\n\n\n\n<p>Airaldo foi primeiramente c\u00f3nego regular do cap\u00edtulo catedral de Grenoble e atestado como de\u00e3o de Saint-Andr\u00e9 nesta igreja de 1102 a 1132. Entrou em seguida na Cartuxa de Portes sob Bernardo, primeiro prior desta casa. Apenas alguns anos ap\u00f3s a sua profiss\u00e3o, foi obrigado a aceitar o bispado de Maurienne, onde assinou as cartas entre 1135 e 1143. Na medida em que o seu of\u00edcio episcopal o permitia, manteve-se fiel \u00e0s observ\u00e2ncias da Ordem e gostava de regressar \u00e0 solid\u00e3o de Portes para estadias curtas. Morreu a 2 de Janeiro de 1146.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Beato Jo\u00e3o de Espanha, monge<\/h5>\n\n\n\n<p>O Beato Jo\u00e3o, nascido em Espanha em 1124, estudou a partir de 1136 nas escolas claustrais da Proven\u00e7a. Em 1139, tomou o h\u00e1bito mon\u00e1stico num eremit\u00e9rio perto de Pr\u00e9bayon, mas em 1141 entrou na Cartuxa de Montrieux. Sacrist\u00e3o desde o ano seguinte, prior em 1148, tornou-se em 1151 fundador e primeiro prior da Cartuxa do Reposoir. Deu os <em>Costumes de Chartreuse<\/em> \u00e0s monjas de Pr\u00e9bayon e copiou para elas os livros lit\u00fargicos cartusianos, desempenhando um papel central na filia\u00e7\u00e3o deste mosteiro \u00e0 Ordem dos Cartuxos. Faleceu no cargo a 25 de Junho de 1160.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Santo Antelmo, monge e bispo<\/h5>\n\n\n\n<p>Nascido por volta de 1107 n\u00e3o muito longe de Chamb\u00e9ry da fam\u00edlia senhorial de Chignin, Antelmo foi primeiramente preboste da catedral de Genebra e c\u00f3nego da de Belley. Entrou na Cartuxa de Portes em 1136 ou no in\u00edcio de 1137, e foi chamado \u00e0 <em>Grande Chartreuse<\/em>, ent\u00e3o em reconstru\u00e7\u00e3o, e ali fez profiss\u00e3o, e foi procurador desde depois da sua profiss\u00e3o, depois prior em 1139. Reuniu o primeiro Cap\u00edtulo Geral em 1140. Demission\u00e1rio em 1151, foi eleito prior de Portes. Mais tarde foi eleito bispo de Belley, em 1163. Tentou em v\u00e3o servir de mediador entre Santo Tom\u00e1s Becket e o Rei Henrique II de Inglaterra. Morreu a 26 de Junho de 1178.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Beato Guilherme de Fenol, monge<\/h5>\n\n\n\n<p>O Beato Guilherme de Fenol ou de Fenoglio, nascido em Garessio, primeiramente eremita, tornou-se irm\u00e3o converso na Cartuxa de Casotte, no Piemonte. Homem de ora\u00e7\u00e3o e de simplicidade, levou uma vida de servi\u00e7o apagada, mas fervorosa. Morreu pouco antes de 1182, com cem anos. A sua reputa\u00e7\u00e3o de santidade espalhou-se por todo o lado.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Beato Od\u00e3o de Novara, monge<\/h5>\n\n\n\n<p>O Beato Od\u00e3o, nascido em Novara em 1140, fez profiss\u00e3o na Cartuxa de Casotte. Nomeado primeiro prior da cartuxa de Jurklo\u0161ter (Gyrio, na Eslov\u00e9nia), problemas com o bispo levaram-no a ir a pedir a Roma a aceita\u00e7\u00e3o da sua demiss\u00e3o. Passando na abadia de Tagliacozzo, foi retenido como capel\u00e3o e confessor pela abadessa do lugar, parente do Papa reinante Clemente III, e viveu como eremita fora do mosteiro das monjas. Morreu ali a 14 de Janeiro de 1200, com mais de cem anos de idade. V\u00e1rios milagres foram reconhecidos em frente ao seu t\u00famulo, e o seu culto permanece muito vivo nesta diocese.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">S\u00e3o Hugo de Lincoln, monge e bispo<\/h5>\n\n\n\n<p>Hugo entrou na <em>Grande Chartreuse<\/em>, onde foi procurador. Mais tarde foi encarregado pelo Cap\u00edtulo Geral, a pedido do Rei de Inglaterra, de confirmar a vida cartusiana neste reino. Foi o terceiro prior da Cartuxa de Witham. Ap\u00f3s vinte e cinco anos de vida mon\u00e1stica foi eleito bispo de Lincoln. O seu zelo e a sua sabedoria estavam combinados com uma coragem viril face \u00e0s pretens\u00f5es das autoridades civis. Isto valeu-lhe ser chamado o \u00ab\u00a0Martelo dos Reis\u00a0\u00bb. Ele lan\u00e7ou as bases para a magn\u00edfica catedral de Lincoln. Ele p\u00f4de fazer uma visita \u00e0 <em>Grande Chartreuse<\/em> pouco antes da sua morte, acontecida em 1200.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Santo Artoldo, monge e bispo<\/h5>\n\n\n\n<p>Artaudo ou Artoldo, de origem nobre, est\u00e1 ligado por uma tradi\u00e7\u00e3o incontrol\u00e1vel \u00e0 fam\u00edlia Sothonnod. Nascido em 1101, entrou na Cartuxa de Portes em 1120, e em 1132 fundou o mosteiro cartuxo de Arvi\u00e8res a pedido do Bispo de Genebra e tornou-se o seu primeiro prior. J\u00e1 n\u00e3o exercia estas fun\u00e7\u00f5es em 1140, na altura do Cap\u00edtulo Geral, ou pelo menos n\u00e3o participava nele. Pelo contr\u00e1rio, ele \u00e9 dado como prior em 1155 e durante a sua infeliz interven\u00e7\u00e3o no conflito entre o sacerd\u00f3cio e o imp\u00e9rio em 1164. Em 1188, foi eleito bispo de Belley, cargo que s\u00f3 aceitou por obedi\u00eancia, mas os seus 87 anos de idade obrigaram-no a demitir-se em 1190. Regressou a Arvi\u00e8res, onde morreu a 6 de Outubro de 1206, com 104 anos de idade.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Santo Est\u00eav\u00e3o de Ch\u00e2tillon, monge e bispo<\/h5>\n\n\n\n<p>Est\u00eav\u00e3o de Ch\u00e2tillon, nascido em 1155, entrou na Cartuxa de Portes, onde fez profiss\u00e3o. Em 1183 era Prior. Ap\u00f3s trenta e um anos de vida cartusiana, foi eleito bispo de Die em 1207, e s\u00f3 aceitou por uma ordem formal do Papa e do R.P. Geral dos cartuxos. Morreu ap\u00f3s um ano de episcopado em 1208, e foi canonizado pelos numerosos milagres devidos \u00e0 sua intercess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Beato Bonif\u00e1cio de Saboia, novi\u00e7o monge e bispo<\/h5>\n\n\n\n<p>D\u00e9cimo primeiro filho do Conde Tom\u00e1s I de Saboia e de Margarida de Faucigny, Bonif\u00e1cio de Saboia possu\u00eda as rendas dos senhorios de Rossillon, Virieu, etc. Havendo entrado na Grande Cartuxa, deixou-a por ordem do seu pai antes da sua profiss\u00e3o para receber o bispado de Belley e o priorado de Nantua em 1234. Em 1239, recebeu tamb\u00e9m a administra\u00e7\u00e3o do bispado de Valence, por ocasi\u00e3o da morte do seu irm\u00e3o Guilherme. Nomeado Arcebispo de Cantu\u00e1ria em 1241, renunciou \u00e0s suas duas primeiras sedes em 1242. Morreu no castelo de Santa Helena em Saboia a 14 de Julho de 1270.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Beato Nicolau Albergati, monge e bispo, cardeal<\/h5>\n\n\n\n<p>Nascido em 1375 numa fam\u00edlia bolonhesa da antiga nobreza, cuja origem se remonta ao s\u00e9culo X, Nicolau Albergati fez estudos de direito. Entrou na Cartuxa de Bolonha, onde foi prior aos 32 anos de idade. Ap\u00f3s vinte e dois anos de vida cartusiana, Nicolau foi eleito contra a sua vontade Bispo de Bolonha, e depois foi criado Cardeal. Diplomata de grande talento ao servi\u00e7o do Papa, restabeleceu a paz entre a Fran\u00e7a e a Inglaterra. No Conc\u00edlio de Basileia tomou a defesa da supremacia pontif\u00edcia, e mais tarde presidiu o Conc\u00edlio de Ferrara. Apelidado <em>o anjo da paz<\/em>, era universalmente amado pela sua santidade e bondade. Faleceu a 9 de Maio de 1443.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Santos Jo\u00e3o Hougton, Agostinho Webster e Roberto Lawrence, monges e m\u00e1rtires<\/h5>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Houghton, nascido em 1487, diplomado <em>in utroque<\/em> em Cambridge. Sacerdote em 1511, entrou na Cartuxa de Londres em 1515. Sacrist\u00e3o em 1523, procurador em 1526, tornou-se prior de Beauvale em 1531 e imediatamente de Londres no mesmo ano. A 29 de Maio de 1534, recusou-se pura e simplesmente a fazer o juramento de supremacia real sobre a Igreja de Inglaterra. A 13 de Abril de 1535, foi preso com Dom Roberto Lawrence, prior da Cartuxa de Beauvale, e Dom Agostinho Webster, prior da Cartuxa de Axholme. Julgados a 29 de Abril, foram executados a 4 de Maio, desventrados. Quinze outros cartuxos, padres e irm\u00e3os, foram martirizados nos cinco anos que se seguiram. Foram beatificados a 29 de Dezembro de 1886 e canonizados a 25 de Outubro de 1970.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Beato Guilherme Horn, monge e m\u00e1rtir<\/h5>\n\n\n\n<p>O Beato Guilherme Horn, converso professo da Cartuxa de Londres, foi preso em 1537 com outros nove monges, padres ou irm\u00e3os. Enquanto os seus companheiros morreram na pris\u00e3o durante o ano, ele sobreviveu tr\u00eas anos e depois foi martirizado a 4 de Agosto, desventrado.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Beatos Claudio B\u00e9guinot e L\u00e1zaro Tiersot, m\u00e1rtires <\/h5>\n\n\n\n<p>Os Padres Claudio B\u00e9guinot (nascido em Langres em 1736), da Cartuxa de Bourgfontaine, e L\u00e1zaro Tiersot (nascido em Semur-en-Auxois em 1739), da Cartuxa de Notre-Dame de Fontenay, deram as suas vidas durante a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa em defesa da f\u00e9 e da honra do sacerd\u00f3cio. Morreram de mis\u00e9ria encerrados nos estaleiros de Rochefort, o primeiro a 16 de Julho de 1794 a bordo do navio-pris\u00e3o \u00ab\u00a0Deux-Associ\u00e9s\u00a0\u00bb, o segundo a 10 de Agosto de 1794 a bordo do navio-pris\u00e3o \u00ab\u00a0Washington\u00a0\u00bb. Foram beatificados por Jo\u00e3o Paulo II em 1995.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"220\" height=\"242\" src=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Lanspergio-con-San-Bruno.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1325\" style=\"aspect-ratio:0.9090909090909091;width:237px;height:auto\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Tamb\u00e9m cerca de quarenta monges cartuxos foram martirizados durante a Revolu\u00e7\u00e3o por se recusarem a fazer o juramento constitucional, entre eles o cartuxo Dom Pedro Brizard, afogado nos estaleiros de Nantes, e os Padres Andr\u00e9 Jacquet, Marcelo Liottier, Miguel Poncet, Estev\u00e3o Ballet e Antelmo Monier, guilhotinados em Lyon no final de 1791. Gostar\u00edamos tamb\u00e9m de assinalar Dom Pac\u00f4me Lassus, cartuxo de Montmerle, guilhotinado a Pontarlier a 25 de Avril de 1794. <\/p>\n\n\n\n<p>Outras figuras, sem serem canonizadas, sempre gozaram de uma reputa\u00e7\u00e3o de santidade dentro da Ordem, tais como R.P. D. Jo\u00e3o Birelle (+1361), D. Estev\u00e3o Maconi (+1424) e D. Jo\u00e3o Lanspergio (+1539).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-vivid-cyan-blue-color has-text-color\"><a href=\"https:\/\/chartreux.org\/moniales\/index.php\/histoire\"><strong>Para as santas monjas cartuxas, ver a sua p\u00e1gina<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"ascasas\">8. As casas atrav\u00e9s dos tempos<\/h3>\n\n\n\n<p>Cerca de 310 cartuxas existiram ao longo dos s\u00e9culos; algumas estiveram em funcionamento durante muito tempo, outras tiveram uma vida curta, algumas foram reavivadas v\u00e1rias vezes, outras s\u00e3o bastante recentes. A geografia cartusiana sempre foi modificada pelos caprichos da hist\u00f3ria e por iniciativas particulares. Todas as casas da Ordem ao longo dos tempos s\u00e3o descritas em uma p\u00e1gina adicional.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-horizontal is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-499968f5 wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-outline is-style-outline--1\"><a class=\"wp-block-button__link has-vivid-cyan-blue-color has-text-color wp-element-button\" href=\"https:\/\/chartreux.org\/domus\/\"><strong>Ver todas as cartuxas<\/strong><\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:29px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"542\" src=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Part-Dieu-Suisse-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4235\" srcset=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Part-Dieu-Suisse-1.jpg 720w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Part-Dieu-Suisse-1-300x226.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Cartuxa de La Part-Dieu<\/em>, em Su\u00ed\u00e7a<br>(Colec\u00e7\u00e3o Cartuxa La Valsainte, Su\u00ed\u00e7a)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"541\" src=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Molsheim04-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4238\" srcset=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Molsheim04-2.jpg 720w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Molsheim04-2-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Cartuxa de Molsheim<\/em>, em Fran\u00e7a<br>(Colec\u00e7\u00e3o Museu da Cartuxa de Molsheim, Fran\u00e7a)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-resized\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"527\" src=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/MG_6633-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5062\" srcset=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/MG_6633-2.jpg 900w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/MG_6633-2-300x176.jpg 300w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/MG_6633-2-768x450.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Cartuxa de Miraflores<\/em>, em Espanha<br> (Colec\u00e7\u00e3o Cartuxa de Miraflores)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">As \u00ab\u00a0cartes de Chartreuse\u00a0\u00bb<\/h4>\n\n\n\n<p>A <em>Grande Chartreuse<\/em> guarda um precioso reposit\u00f3rio de pinturas antigas representando v\u00e1rias casas da Ordem. No final do s\u00e9culo XVII, quando estava a reconstruir a Casa M\u00e3e, Dom Innocent Le Masson tinha pinturas monumentais feitas de cada uma das casas existentes na \u00e9poca. A tradi\u00e7\u00e3o continuou at\u00e9 ao s\u00e9culo XIX. Estas pinturas, conhecidas como \u00ab\u00a0Cartes de Chartreuse\u00a0\u00bb (\u00ab\u00a0Mapas da Cartuxa\u00a0\u00bb), sempre \u00e0 vista aerea, s\u00e3o um testemunho excepcional da vida e f\u00e9 dos monges cartuxos, assim como lan\u00e7am luz sobre a sua arquitectura particular.<\/p>\n\n\n\n<p>Setenta e nove destas pinturas sobreviveram e foram listadas como monumentos hist\u00f3ricos em 2001. Foram submetidos a uma restaura\u00e7\u00e3o ambiciosa que revelou o seu elevado valor hist\u00f3rico e art\u00edstico. Gostar\u00edamos de agradecer a todos os mecenas e institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas que t\u00eam colaborado nesta restaura\u00e7\u00e3o. Esta colec\u00e7\u00e3o incompar\u00e1vel mostra a impressionante variedade de mosteiros cartusianos (estilos), a variedade de locais onde foram constru\u00eddos (desertos de rochas e florestas, ou junto a cidades), e a variedade de artistas que os fizeram (desde o simples artes\u00e3o ao mestre confirmado). Finalmente, \u00e9 a vida no mosteiro cartuxo que estes \u00ab\u00a0mapas\u00a0\u00bb ilustram, com uma profus\u00e3o de detalhes preciosos e por vezes saborosos, personagens e cenas da vida quotidiana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-vivid-cyan-blue-color has-text-color\"><span class=\"popup-trigger popmake-4362\" data-popup-id=\"4362\" data-do-default=\"0\"><strong>Diaporama<\/strong> <strong>\u00ab\u00a0Galeria das Cartes de Chartreuse\u00a0\u00bb<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p>Outros quadros representando as antigas casas da Ordem (originais da antiga colec\u00e7\u00e3o, c\u00f3pias, ou outros) podem ser encontrados em v\u00e1rios mosteiros e museus, especialmente na \u00c1ustria (a institui\u00e7\u00e3o Klosterneuberg possui trinta e cinco quadros, dos quais vinte e quatro s\u00e3o emprestados \u00e0 Gaming). Em muitos casos, estas pinturas s\u00e3o a \u00fanica prova do aspecto das antigas cartuxas desaparecidas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"461\" src=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Tuckelhausen01-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4345\" srcset=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Tuckelhausen01-1.jpg 600w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Tuckelhausen01-1-300x231.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Cartuxa de T\u00fcckelhausen<\/em>, em Alemanha<br>(Klosterneuberg, \u00c1ustria)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"471\" src=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Bereza-a-Inst.-Klosterneuberg-Autriche-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4350\" srcset=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Bereza-a-Inst.-Klosterneuberg-Autriche-1.jpg 600w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Bereza-a-Inst.-Klosterneuberg-Autriche-1-300x236.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Cartuxa de Bereza<\/em>, em Bielorr\u00fassia<br>(Klosterneuberg, \u00c1ustria)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"469\" src=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Ara-Christi.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4353\" srcset=\"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Ara-Christi.jpg 600w, https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Ara-Christi-300x235.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Cartuxa de Ara Christi<\/em>, em Espanha<br>(Klosterneuberg, \u00c1ustria)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><a href=\"#toc_container\" class=\"returnToTop\"> Voltar ao topo! \u2191 <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. As origens 2. A Idade M\u00e9dia 3. Nos s\u00e9culos XVI-XVIII 4. A Revolu\u00e7\u00e3o Francesa 5. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"template-full-width.php","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-4366","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4366","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4366"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4366\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/chartreux.org\/moines\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4366"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}